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Quem deseja passar em um vestibular ou outro concurso público concorrido sabe que precisa dedicar muitas horas aos estudos. Mas, como diz a sabedoria popular, antes de sair cortando árvores precisamos afiar o machado. No caso das provas, isso significa entender e dedicar-se a aplicar técnicas de estudo que comprovadamente aumentem sua eficiência e sua performance.

Felizmente, existem psicólogos geniais que se dedicaram a estudar a fundo a forma como o ser humano aprende, lembra e performa em concursos. Vamos resumir aqui as principais dicas práticas que você deve aplicar na sua rotina para estudar com mais eficiência e melhorar sua performance nas provas.

Faça exercícios

Não sou quem estou falando, é Robert Bjork, psicólogo formado em Stanford que foi ou é editor de diversas revistas científicas na área e serviu como presidente da American Psychological Association. 

Ou seja, ele sabe o que fala.

Neste vídeo, Bjork fala claramente: input less, output more. Consuma menos, produza mais.

Isso significa que você deve gastar mais tempo com estudo ativo do que simplesmente lendo o conteúdo passivamente. Há muitas formas de estudar ativamente, mas a mais efetiva de todas é através do teste, ou seja, fazendo questões.

De novo, não sou eu quem estou dizendo. É o psicólogo John Dunlonky.

Dunlosky publicou em 2013 um artigo baseado em dois anos de trabalho em que ele revisou a eficácia de dez técnicas de estudo comumente utilizadas por estudantes de todas as idades. De todas as técnicas estudadas, o que incluía fazer resumos, utilizar mnemônicos e reler a matéria já lida, apenas duas foram consideradas altamente eficazes, e uma delas era exatamente fazer exercícios.

Importante: muita gente gosta de revisar com exercícios. O ponto aqui é estudar com exercícios, e depois revisar com exercícios também.

O indicado, em poucas palavras, é: faça exercícios, veja o que errou, estude especificamente os pontos que errou com material teórico (resumos, apostilas etc.), volte e faça mais exercícios, repita.

Não estude por blocos

Estamos acostumados a estudar por blocos de conteúdo. Primeiro aprendo isto, depois aquilo. Meus professores costumavam até falar “matéria dada é matéria estudada” dando a entender que tínhamos que estudar a matéria que foi vista na aula no mesmo dia, e depois ficar livre para estudar os conteúdos posteriores em dias posteriores.

Isso não funciona.

Neste artigo, Nate Kornell demonstrou como estudar de forma espaçada é mais efetivo do que estudar por grandes blocos. Isso vale em dois sentidos: como você organiza as horas em seu dia e como você organiza o conteúdo nas suas horas.

Isto é, é melhor estudar por alguns minutos, descansar por alguns minutos e depois estudar mais do que estudar várias horas seguidas. Também é melhor estudar o mesmo assunto por alguns minutos ao longo de vários dias do que estudar o assunto inteiro de uma vez.

Distribuir o estudo no tempo é bom porque nosso cérebro se esquece muito rápido das coisas. Se você volta no mesmo assunto durante vários dias, você prolonga sua exposição ao conteúdo e facilita sua retenção.

Revise desde já

É comum que os estudantes dividam seu estudo em dois grandes blocos: estudo em si e revisão. Geralmente são vários meses de estudo e poucos dias de revisão, logo na véspera dos concursos. Isso está muito, muito errado.

O certo é começar a revisar desde o segundo dia de estudo. No segundo dia você começa a revisar o que estudou no primeiro e vai continuar assim até o final da temporada.

Isso é necessário porque nosso cérebro se esquece muito rápido dos dados que não utilizamos. Ao constantemente reutilizar uma informação que você aprendeu, você comunica ao cérebro que aquele conceito é importante e não deve ser esquecido.

Não deixe a revisão para depois. Revise desde já.

Teste-se sem questões

O efeito-teste é a melhor forma de aprender e as questões são ótimas nisso, mas não é a única forma que há de se testar. 

Quando estiver estudando teoria, tome cuidado para não ficar passivamente lendo o material. Seja ativo! Ler passivamente prejudica a retenção do conteúdo e faz você perder o foco.

Quando estiver lendo, tente se testar fazendo resumos curtos (não necessariamente textos, mas simples mapas mentais) sem consultar diretamente seu material de apoio. Faça perguntas abertas a si mesmo sobre o conteúdo que está estudando e responda-as sem olhar o material. Se tiver acesso, utilize flashcards.

Essas são todas formas ativas de estudar. O ponto comum de todas é: tente se lembrar da informação que você precisa sem tê-la prontamente ao seu alcance. O esforço de tentar recuperar a informação na memória é um estímulo poderoso para o aprendizado.

Não abandone o marca-textos

O marca-textos é um dos objetos mais queridos pelos estudantes. Infelizmente, fato é que ele não ajuda no aprendizado.

Isso não significa que você precise abandoná-lo. A ciência não explica tudo. Guie-se pela evidência, experimente as técnicas e aplique aquilo que for conveniente a você.

No fim, realmente não existe receita de bolo.

O melhor amigo inútil dos estudos.

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